segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Desigualdade e sua Imprescindibilidade Social

Texto curtíssimo sobre assunto que pedia mais, mas só quero tecer um comentário aqui. De novo, professores, doutores, reis do mundo. Os mesmos atribuem tudo o que há de ruim na desigualdade social… e o capitalismo é sinônimo de satanismo, o que é uma abordagem extremamente ingênua (senão falaciosa). Em primeiro lugar, uma realidade em que não existe desigualdade social e tudo funciona maravilhosamente só existe naquela besteira de livro chamado The Secret (O Segredo), cuja filosofia é que, se todos desejarem até se borrarem, terão tudo do que necessitam. Sim… não havendo lixeiros – pois tornaram-se magnatas, porque ninguém sonha em ser pobre –, o lixo recolher-se-ia sozinho, as casas se faxinariam sozinhos, os carros se montariam sozinhos… e um bilhão de exemplos. O mesmo se dá com a sociedade: sempre haverá quem vai fazer o trabalho sujo e sofrer desigualdade/injustiças. Acostumar-se a isso é essencial para sobreviver e desenvolver um pingo de consciência sobre a realidade social.
O que devem fazer essas antas diplomadas é, antes de tudo, exigir igualdade de tratamento para todos – como suponho que ocorre em países civilizados – e salários justos. Desigualdade sempre haverá, pois a sociedade humana necessita disso. E o capitalismo, satã do mundo, pois mais horrível que seja, foi o que possibilitou o desenvolvimento de mil áreas – entre elas, a indústria que, vejam só!, melhorou a situação dos pobres, antes quase sempre fadados à eterna pobreza. E, caramba!, possibilitou também o desenvolvimento da Educação… graças à selvageria comercial, doutores tem sua barriguinha bem cheia para falar da selva que habitam e lhes favorece.
Além de que, em maioria, doutores odeiam ajudar pobres – como odeiam estudar. Só usam uma roupagem de humanitarismo… aliás, já vi casos de doutores que não são com quem os circunda… e falam de humanização o tempo todo! E caímos na descrição do homem ridículo de Dostoievski (do conto “O Sonho de um Homem Ridículo”) para uma sociedade que se corrompeu: “como eram maus, deram em falar de bondade; como eram injustos, deram por falar em justiça”. 

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